InícioWeb SériesWeb NovelasGruposBuscarMembrosFAQGaleriaRegistrar-seConectar-se

Compartilhe | 
 

 FLOR MORENA - CAPÍTULO 15

Ir em baixo 
AutorMensagem
João David Casolari

avatar

Idade : 23
Cidade : Delmiro Gouveia

MensagemAssunto: FLOR MORENA - CAPÍTULO 15   07.04.14 15:02

FLOR MORENA – CAPÍTULO 15
O policial Edgar Palhares pede ajuda a Ravena.
 
Continuação do capítulo anterior...
SÔNIA: Filha, eu sou sua mãe. Você não vai me dar um abraço? Estou com tantas saudades de você.
MELISSA: Pensasse nisso antes de me mandar pra aquela porcaria de escola na Suíça.
SÔNIA: Melissa, eu só fiz o que achei melhor pra você.
Melissa abraça Norma. Chegam ao apartamento de Sônia. Melissa vai diretamente para o seu quarto.
SÔNIA: Você viu, Norma? Ela me desprezou. Nem sequer me deu um abraço.
NORMA: Sônia, ela está exausta, são muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo.
SÔNIA: Não, a Melissa não podia fazer isso comigo... Eu preciso falar com ela.
Sônia vai ao quarto de Melissa.
CENA 1. QUARTO DE MELISSA.
Sônia abre a porta do quarto de Melissa lentamente. Coloca uma mala no chão. Melissa está com phones nos ouvidos.
MELISSA: Eu não quero falar com você. Sai do meu quarto.
SÔNIA: Melissa, eu preciso falar com você.
Melissa aumenta o volume do phones.
SÔNIA: Melissa, por favor, é muito sério.
Sônia vai até Melissa e puxa os phones.
SÔNIA: Melissa, isso prejudica a sua audição.
MELISSA: Só assim eu não escuto esse seu discurso de mãe que se preocupa com a filha.
SÔNIA: Mas eu me preocupo com você. Eu quero o melhor pra você.
MELISSA: Se quisesse não teria me mandado para uma escola em outro país. Tem várias escolas aqui no Brasil. Eu poderia muito bem ter estudado aqui.
SÔNIA: Mas filha, os estudos daqui não são ruins. Eu queria que você tivesse uma educação, estudasse numa escola boa... E veja como você me agradece? Com essa arrogância, com essas roupas esquisitas...
MELISSA: Eu não admito que você fale assim com as minhas roupas.
SÔNIA: ...Além do mais eu e o seu pai estávamos passando por um momento muito difícil no nosso casamento.
MELISSA: Cadê o meu pai? Por que ele não foi me buscar, eu teria ficado muito mais feliz se ele tivesse ido.
SÔNIA: Ai, eu não sei nem por onde começar. Está sendo muito difícil pra mim, Melissa. O seu pai, ele saiu num iate para passear e aconteceu um desastre...
MELISSA: O que?
SÔNIA: O seu pai morreu, Melissa.
MELISSA: Meu pai? Morreu?
Melissa começa a derramar umas lágrimas.
MELISSA: Não, meu pai. Não, ele não morreu.
Melissa deita na cama e abraça os travesseiros chorando. Sônia se aproxima para consolar a filha.
MELISSA: Sai daqui. Eu quero o meu pai.
SÔNIA: Melissa, minha filha.
MELISSA: Sai... O meu pai morreu.
CENA 2. FACHADA DA AGÊNCIA DE MARIA.
Norma entra na sala de Maria.
MARIA: E então, como foi?
NORMA: A viagem foi com sucesso, mas a Melissa está arrasada com a Sônia.
MARIA: Deve estar sendo muito difícil para as duas.
NORMA: Está sim, infelizmente...
MARIA: E eu estou super feliz com o Walther. Nós estamos namorando, pretendemos nos casar.
NORMA: Casar? ISSO É MARAVILHOSO!
CENA 3. QUARTO DE MELISSA.
Sônia vê a filha chorando e sai, fechando a porta. Vai para sala aos prantos.
CENA 4. HGP (HOSPITAL GENARO PASQUIM). SALA DE LUCAS.
Juliana entra na sala do irmão, sorridente.
LUCAS: Maninha, você por aqui?
Os dois se abraçam.
JULIANA: Tenho uma novidade.
LUCAS: O que é? Pelo visto é algo muito...
JULIANA: Eu arrumei emprego de fotógrafa na Agência da Maria.
LUCAS: Juliana, isso é muito bom. Meus parabéns. Temos que comemorar.
JULIANA: Estou tão feliz, Lucas.
LUCAS: Vamos a um restaurante? Estou disponível agora.
JULIANA: Claro. Vamos.
CENA 5. RESTAURANTE.
Lucas e Juliana entram no mesmo restaurante onde estão Renata e Sofia. Sentam-se e olham o cardápio. Renata os descobre.
RENATA: Sofia, olha quem está ali.
SOFIA: É o Lucas e a Juliana, não é?
RENATA: É sim. Vamos, vamos.
Renata se aproxima dos dois.
RENATA: Que coincidência.
JULIANA: Infelizmente... Lucas, vamos comemorar em outro lugar.
RENATA: Comemorar? Comemorar o que?
JULIANA: Não lhe interessa, Renata.
RENATA: Eu e a Sofia também estamos comemorando, ela vai casar com o Mauricio. E eu e o Lucas seremos padrinhos, não é Lucas?
LUCAS: Eu não me esqueci, Renata.
RENATA: Então, podemos comemorar juntos, já que estamos aqui.
Renata e Sofia sentam-se.
RENATA: E então o que estão comemorando?
JULIANA: A inauguração da Agência da Maria...
CENA 6. CASA DE ANTONIA.
Estão na mesa para almoçar: Flor, Antonia, Vitório, Paulo, Lorena e Matheus.
MATHEUS: Tio Paulo, você não vai acreditar. Eu e a Clarinha descobrimos um barco abandonado. Você precisa ir lá comigo, a Clarinha é muito medrosa.
Paulo ri.
FLOR: E ela está certa, não quero o mocinho andando por lá, é muito perigoso, está tudo abandonado.
MATHEUS: Mas eu posso ir com o tio Paulo, não é?
PAULO: Claro, Matheus, depois nós iremos lá, quem sabe não encontramos o mapa do tesouro do Capitão Canela?
Matheus ri.
PAULO: Então mãe, pai. Eu estou dando aulas de surf lá na praia, tá caindo um dinheiro bom.
ANTONIA: Que bom, meu filho. Isso é maravilhoso.
VITÓRIO: Tem certeza que não é melhor pescar, filho?
PAULO: Não pai, eu não tenho experiência. O surf é um ramo que dá dinheiro também, dá pra faturar bem com muitos turistas vindo pra cá... E depois se tudo der certo eu quero ir para Rio de Janeiro, quero fazer uma boa faculdade.
VITÓRIO: Mais isso é muito caro. Não temos condições de te pagar uma faculdade.
PAULO: Não é esse o problema. Eu vou para o Rio e começo a trabalhar em qualquer coisa.
ANTONIA: Oh meu filho, tenho tanto orgulho de você.
VITÓRIO: Lá não tem casa para você morar.
FLOR: Mas ele pode ficar na casa da Abigail. Tenho certeza que ela não se incomodaria.
ANTONIA: Não sei, não.
LORENA: Alguém percebeu que estão construindo uma mansão lá perto da praia?
ANTONIA: Sim, Lorena, eu também ouvi comentários no quiosque.
FLOR: Não faço a mínima ideia. Até por que lá na cabana as pessoas só querem relaxar. Ah, falando em cabana, eu preciso voltar daqui a pouco, a Naná disse que precisava falar comigo.
ANTONIA: Aconteceu alguma coisa Flor?
FLOR: Não mãe, quem eu saiba não.
CENA 7. PENSÃO DE PUREZA.
Ravena entra na pensão a procura de Joaquim.
RAVENA: Boa tarde.
PUREZA: O que é que você está fazendo aqui sua piriguete?
RAVENA: Calma, olha como se fala comigo. Eu posso processar a senhora.
PUREZA: Que processar o que. Eu lhe chamo do jeito que eu quiser e do que você é. Uma piriguete.
CLARA: Mãe o que é uma piriguete?
MARIANA: Não é nada, Clarinha, vamos para o seu quarto, vamos?
PUREZA: Veio atrás de macho, aqui não é nenhum bordel, não.
RAVENA: Eu vim passear.
Joaquim entra na sala e percebe Ravena.
JOAQUIM: Ravena.
Joaquim se aproxima de Ravena, mas é impedido pela mãe.
PUREZA: Aonde você pensa que vai? Ela é uma piriguete sem-vergonha.
RAVENA: Olha aqui santinha Pureza. Fique a senhora sabendo que eu sou muito melhor que certa mulheres aqui de Paraty.
ESCOLÁSTICA: Sua sem-vergonha. Eu ouvi você e o meu neto no quarto.
RAVENA: Eu? No quarto? Que quarto?
PUREZA: Não se faça de boba, piriguete. Você estava ontem sim no quarto do meu filho.
RAVENA: Eu, mas nem morta eu fico com esse aí.
JOAQUIM: Assim você me ofende docinho.
PUREZA: Olha aqui sua piriguete, se você andar com essas sem-vergonhices com o meu filho eu não sei do que sou capaz de fazer, hein?
CENA 8. CABANA DE NANÁ.
FLOR: Naná, você está aí?
NANÁ: Sim, Flor aqui. Eu preciso falar com você?
FLOR: Estou aqui.
NANÁ: Eu tenho uma péssima notícia para te dar.
FLOR: Aconteceu alguma coisa de ruim?
NANÁ: Não, minha querida... Você sabe que é a minha melhor massagista, não sabe?... Mas eu estou sem forças, minha querida. A velhice já está reclamando e minhas costas também. O trabalho está me desgastando... Então eu não posso mais continuar trabalhando aqui... Eu vou ter que voltar para São Paulo...
FLOR: Mas dona Naná você está ótima.
NANÁ: Não se preocupe minha Flor. Vou ficar ainda mais um mês em Paraty... É o tempo que você consegue arrumar outro emprego... Eu queria tanto não te dizer isso... Você é uma ótima profissional.
FLOR: Tudo bem, dona Naná. Esse tempo todo que passei com a senhora foi muito bom pra mim, pra minha profissão. Aprendi muito com a senhora. Só tenho a lhe agradecer.
CENA 9. RUAS DE PARATY.
Ravena vai caminhando e é interrompida pelo policial Edgar Palhares. Está desesperado.
EDGAR: Ravena, eu preciso falar com você.
Fim do capítulo...
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
 
FLOR MORENA - CAPÍTULO 15
Voltar ao Topo 
Página 1 de 1

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Séries de Web | Memória :: Webs Encerradas :: Canceladas :: Flor Morena-
Ir para: